Macroeconomia e o mercado imobiliário

Nos últimos 5 anos, a taxa SELIC passou por várias mudanças. Em 2019, a taxa estava em torno de 6,50%. Em 2020, houve uma redução significativa para 2,00%. Em 2021, a taxa começou a subir novamente, terminando o ano em 9,25%. Em 2022, a taxa continuou a subir, atingindo 13,75% no final do ano. Em 2023, a taxa atingiu um pico de 13,75% antes de começar a cair novamente, terminando o ano em 11,75%. No início de 2024, a taxa foi reduzida para 11,25%.

Quanto às projeções futuras, os especialistas preveem que a taxa SELIC continuará a cair. A mediana das projeções para o final de 2023 é de 12,50%. Para 2024, a estimativa aumentou de 9,50% para 9,75%. No entanto, após o corte de juros pelo Banco Central, a projeção do mercado para o final de 2024 caiu de 9,25% para 9,00%. Além disso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou que poderá cortar novamente a SELIC neste mesmo patamar (0,5 ponto percentual) nas próximas reuniões.

A redução da taxa SELIC pode influenciar a demanda e a oferta no mercado imobiliário de várias maneiras:

  • Demanda:

– Aumento da demanda por habitações: Um estudo realizado pela Abrainc demonstra que a cada 1% de redução na taxa de juros do crédito imobiliário, aumenta-se a demanda por mais 1 milhão de novas habitações.

– Redução das taxas de financiamento imobiliário: A Taxa Selic, como referência para o cálculo dos juros de operações financeiras, incluindo o crédito imobiliário, sugere que a redução na taxa referencial acarreta menores taxas de financiamento imobiliário. Isso diminui o valor das parcelas de financiamento e amplia o acesso ao crédito imobiliário.

  • Oferta:

– Aumento da oferta de imóveis: Quando a Taxa Selic está elevada, o custo do capital aumenta, encarecendo o carregamento de estoques de imóveis pelas incorporadoras. Em contrapartida, com uma Taxa Selic reduzida, o capital se torna mais acessível financeiramente, aliviando a pressão sobre os valores de liquidação de estoques imobiliários para as incorporadoras.

Portanto, a redução da taxa SELIC pode estimular a atividade econômica e impactar de forma extremamente positiva o mercado de incorporação imobiliária.

  • Quando a taxa SELIC aumenta:

– O crédito imobiliário fica mais caro, pois os bancos repassam o aumento dos juros para os clientes.

– Isso pode desestimular a demanda por imóveis e reduzir o preço dos mesmos.

  • Quando a taxa SELIC diminui:

– O crédito imobiliário fica mais barato, o que pode estimular a demanda por imóveis.

Em relação à comercialização de imóveis em Santa Catarina, o ano de 2023 foi de expansão e fortalecimento do mercado imobiliário. Além de Balneário Camboriú, as cidades vizinhas Itapema e Porto Belo registraram resultados impressionantes. Juntos, em 2023, os três municípios somaram R$ 10,8 bilhões em vendas de imóveis.

Para 2024, as expectativas para o mercado imobiliário catarinense, especialmente no Litoral Norte, são otimistas e devem seguir a tendência de crescimento observada nos últimos anos. Portanto, a variação da taxa SELIC pode ter um impacto significativo na comercialização de imóveis em Santa Catarina.

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Pedro Basso

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